quarta-feira, 9 de março de 2011

A culpa não é do carnaval

    Basta chegar o carnaval para aparecer uma pancada de críticos e cientistas sociais dando as caras na TV e, nos últimos anos, também na internet . A festa mais popular do Brasil, que representa a nossa música - o samba -, é, por muitos, discriminada e deixada de lado.
    Os 'críticos e cientistas sociais de época' costumam dizer em seus discursos que o Brasil, que é um país em desenvolvimento e que sofre com os mais diversos problemas sociais - saúde, segurança, emprego, etc -, gasta milhões com o carnaval, tendo em vista os valores das fantasias, produção dos carros alegóricos, além da ocupação de ambulâncias, hospitais e ônibus da rede pública com o foliões e com as escolas de samba.
    Que o Brasil sofre com todos estes problemas citados a grande maioria sabe. Que o Brasil está em forte processo evolutivo alguns sabem e outros desconfiam. Mas o que se tem de tentar absorver nesta época do ano é que a NOSSA festa tradicional existe e tem de ser aproveitada ao máximo. Afinal, não é culpa do carnaval que tem gente em condições precárias de moradia, que tem gente doente, desempregada ou que o sistema público de saúde não funciona às mil maravilhas.
    Independente da existência do carnaval, o sistema, como um todo, tem que sofrer mudanças e continuar em evolução, e o mais rápido possível.
    O carnaval gera aglomeração, e isso exige que haja um número maior de ambulâncias. No carnaval as pessoas bebem mais, acarretando em um número maior de violência urbana - existente em todo o mundo, por algo que se chama SER HUMANO -, o que faz com que o Estado providencie mais viaturas policias. É um ciclo. Mas não é essa força-tarefa que faz com que a sociedade deixe de ser atendida nos 'dias comuns', sem carnaval.
Na Europa e no norte da América também acontecem festas típicas, e lá também existem problemas sociais, políticos.
    Uma das diferenças mais garrafais entre eles e nós, brasileiros, é o amor e a gratidão pelo país. Muitos, aqui no Brasil, nascem, crescem, trabalham, se casam, SAMBAM e 'se jogam' para o exterior, onde é tudo azul-bebê e cor-de-rosa.
    Simbora, Brasil. Tâmo junto!



Por Arilton Batista

5 comentários:

  1. O Carnaval de rua, com bloquinhos, bailes e etc faz parte da cultura deste país e deve continuar existindo independentemente do momento sócio-econômico que vive o país. Mas aquele carnaval de sambódromo que passa na Globo é puro negócio e é errado sim gastar milhões nele; aquilo ali é carnaval pra rico, pra "artista" ganhar grana e aparecer em camarote de cerveja, pra folião pagar 3 mil reais em fantasia e etc.

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  2. Gostei da opinião sobre a festa mais popular do país. Acho que você devia publicar também na revista Dizer!

    e se quiser saber sobre esportes radicais acesse
    http://tuibanews.blogspot.com/

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  3. eu tinha escrito tudo, mas deu erro e perdirs...

    concordo com o glauber, só que tem que ver o que o governo faz: da dinheiro no rio para tres escolas que perderam tudo, mas n fazem nada para as pessoas que perderam suas moradias nas inundações.

    Mas fazer o que neh? é a politica do "pão e circo" e a população não enxerga nada disso. Pergunte para um mendingo como foi o carnaval dele...

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  4. A Rádio Cultura de Santos Dumont-MG, "TERRA DO PAI DA AVIAÇÃO", cidade de 50 mil habitantes, na Zona da Mata Mineira, região de Juiz de Fora, fundada em 17 de agosto de 1948 é uma emissora administrada pela Sociedade Mineira de Comunicação.
    Direção: Sérgio Rodrigues, João Begatti e Carlos Ferreira.
    www.radioculturasd.com.br
    twitter.com/radioculturasd
    http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=97354075
    CULTURA ACONTECE: De segunda/sábado, de 08 às 10, com Jorge de Castro e participações de Sérgio Rodrigues, Carlos Ferreira e João Begati.
    Campeonato mineiro, domingo, 20/03, às 16 horas, direto de Divinópolis, Tupi (Juiz de Fora) e Guarani (Divinópolis).

    Leia mais aqui no BLOG:
    www.carlosferreirajf.blogspot.com

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  5. Pow, se o cidadão tem 2 mil reais pra gastar em fantasia, que gaste.

    E tem muito jornalista ai falando de toda a parte ruim, mas e os milhões de dólares que entram sistematicamente todos os anos no país vindos graças a festa.

    E outra, fui no bloco da Acadêmicos do Baixo Augusta. Não vi ambulâncias serem acionadas apesar de todo mundo estar bebendo. Não vi vandalismo e brigas, pelo contrário, vi uma galera que não se conhecia dançando junto e uma coleção de senhorinhas chorando ao cantar clássicos como As Pastorinhas, do mestre Noel Rosa.

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