A imagem é de um homem forte, imponente e brigador. Um ser inviolável e "sangue nos olhos". O zagueiro é a fortaleza da equipe dentro de campo. Sim, ele é a fortaleza. Até peidar e se dar conta que pesou. Depois disso ele é esquecido por todos. Os torcedores o vaiam, criticam. Isso quando não o bloqueiam nas redes sociais - o que mais graves no dias de hoje.
Juan, ex-zagueiro da seleção brasileira e atleta da Roma, da Itália, praticamente entregou o jogo diante da Sampdoria, ontem, dia 09, pelo Campeonato Italiano. A Roma vencia por 1 a 0 quando o brasileiro tentou fazer um recuo para o goleiro Julio Sérgio - ex-Santos -, mas esqueceu de colocar força na bola. Palombo alcançou a bola, tentou o drible e foi derrubado pelo arqueiro. Pozzi bateu e empatou a partida.
A virada também teve como marca registrada uma falha do zagueiro brasileiro. Uma bola alçada na área pelo lado direito foi mal rifada pelo defensor. Guberti não perdoou e fez. Final: Sampdoria 2, Roma 1.
Com tantas glórias e conquistas, o "super-zagueiro" foi muito criticado por conta de suas duas falhas em uma só partida. Pensando por outro lado, se o goleiro tivesse defendido o pênalti e Guberti não tivesse convertido em gol, virando o jogo, ambos os jogadores "desperdissadores de gols" não seriam lembrados tanto quanto o "super-zagueiro" que falhou.
NOSSA REALIDADE. O jogo era um rachão do Família Penha de França. Tomáz, o técnico do time, estava em férias. O intuito era mesmo uma diversão. Uma diversão em que ninguém queria sair derrotado. Normal. Assim é o futebol.
Alguns vieram direto da balada, outros direto da cama e outros passaram em casa só para não dizerem que vieram direto da balada - isso amenisa o psicológico, mas o resultado é o mesmo: você é doido de estar na beira de um campo de várzea àquela hora da manhã vindo diretamente da noite.
UMA JOGADA, UMA FALHA. O jogo seguia empatado com gols (não me recordo exatamente o resultado). Uma bola veio recuada para mim. Eu estava na entrada área. Estava tudo controlado, legalzinho. E eu resolvi inovar. Nada pode ser tão perfeito assim. Em vez de tocar, resolvi dar um tremendo estourão para frente, daqueles que os jogadores gritam "Beeemmmmm, time!". ERREI. Lasquei o dedão bola, que bateu no menino que nunca jogou futebol de campo, quicou na frente do goleiro e entrou. A culpa? Ah, claro, foi minha. Mas e a quantidade de gols perdidos lá na frente? E os capotes que sofri para conseguir tirar para escateio? Põe na conta de quem?
Puta mundo injusto, viu!
PS.: É brincadeira, pessoal. Realmente foi muita cabacisse da minha parte. Sorte minha que era apenas um rachão. O texto só serve para "frexionarmos" sobre as diferenças - óbvias e naturais no esporte - existentes entre os jogadores de defesa e os de ataque. Valeu, rápa!
Por Arilton Batista


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